nunca mais ser o mesmo. Você pode voltar e nada ser como antes. Você pode até ficar, pra que nada mude, mas aí é você que não vai se conformar com isso. Você pode sofrer por perder alguém. Você pode até lembrar com carinho ou orgulho de algum momento importante na sua vida: formatura, casamento, aprovação no vestibular ou a festa mais linda que já tenha ido, mas o que vai te fazer falta mesmo, o que vai doer bem fundo, é a saudade dos momentos simples: da sua mãe te chamando pra acordar, do seu pai te levando pela mão, dos desenhos animados com seu irmão, do caminho pra casa com os amigos e a diversão natural do cheiro que você sentia naquele abraço, da hora certinha em que ele sempre aparecia pra te ver, e como ele te olhava com aquela cara de coitado pra te derreter.
De qualquer forma, não esqueça de algumas verdades, que sempre fazemos questão de não pensar: não faça nada que não te deixe em paz consigo mesmo;
cuidado com o que anda desabafando; conte até três (tá certo, se precisar, conte mais); antes só, do que muito acompanhado; esperar não significa inércia, nem muito menos desinteresse; renunciar não quer dizer que não ame; abrir mão não quer dizer que não queira.
O tempo ensina, mas não cura.
domingo, 9 de janeiro de 2011
domingo, 2 de janeiro de 2011
A última chance
(...)
Otávio parou de implicar com o garoto depois que passou a ouvir comentários, no bar que freqüentava, de que seu filho estava andando sempre na companhia de uma dona bonita, vistosa e mais velha. Ele preferiu começar a acreditar que o filho tivesse mudado o gosto asqueroso por rapazes e que agora em diante seria um homem íntegro e reto, como se orientação sexual tivesse alguma coisa a ver ou estivesse estritamente ligada ao caráter e à dignidade da pessoa.
(...)
Marcelo Cezar, autor do livro.
Otávio parou de implicar com o garoto depois que passou a ouvir comentários, no bar que freqüentava, de que seu filho estava andando sempre na companhia de uma dona bonita, vistosa e mais velha. Ele preferiu começar a acreditar que o filho tivesse mudado o gosto asqueroso por rapazes e que agora em diante seria um homem íntegro e reto, como se orientação sexual tivesse alguma coisa a ver ou estivesse estritamente ligada ao caráter e à dignidade da pessoa.
(...)
Marcelo Cezar, autor do livro.
sexta-feira, 31 de dezembro de 2010
O último dia do ano
Um ano intenso, vivido até o último instante, divisor de águas. 2010 foi um ano de loucuras para mim. Sim, eu soube aproveitar cada segundo, cada dia eu mergulhei mais fundo. Fui aprendendo comigo mesmo aonde eu queria chegar, e com quem eu queria estar. E esse "quem" foi o que deixou minha vida, nesse ano, mais agitada. Dizem que não cumprimos as promessas que fazemos no início do ano, e que elas ficam por isso mesmo. Pode até ser verdade, mas eu quis fazer uma exceção. A promessa de "ter alguém" deu certo! Não foi fácil, pra variar, mas eu fui forte. Duro na queda. E não cai.
Quem quer, tem que correr atrás. Não dá para ficar esperando a sorte vir bater à sua porta, porque você precisa; ela bate na porta de quem merece. Se bem que o que chamam de "sorte", eu chamo de Deus.
E a Ele, só tenho agradecimentos. Por não ter me desamparado nunca, por só ter dado o frio que o meu cobertor fosse suportar. Quando eu mais precisei, me carregou no colo. Me mostrou a verdade. E foi essa verdade que me fez cada vez mais homem, mais perdão, mais piedade, mais verdade, mais forte, mais vibrante, mais grato, mais amor.
Continuarei firme com os meus ideias, com os os meus princípios, com os meus sonhos, com as minhas promessas. Continuarei namorado apaixonado do Fernando, melhor amigo do Bruno, subordinado feliz (e, melhor de tudo, amigo) da Vera, filho caçula da Duda, irmão mais chato do Laio. Continuarei sendo Luan Mendes: achando que existem coisas na vida que não existem meio termo; ou você faz uma coisa bem feita, ou você não faz.
De uma vez por todas, que venha 2011, sem horas e sem dores.
Quem quer, tem que correr atrás. Não dá para ficar esperando a sorte vir bater à sua porta, porque você precisa; ela bate na porta de quem merece. Se bem que o que chamam de "sorte", eu chamo de Deus.
E a Ele, só tenho agradecimentos. Por não ter me desamparado nunca, por só ter dado o frio que o meu cobertor fosse suportar. Quando eu mais precisei, me carregou no colo. Me mostrou a verdade. E foi essa verdade que me fez cada vez mais homem, mais perdão, mais piedade, mais verdade, mais forte, mais vibrante, mais grato, mais amor.
Continuarei firme com os meus ideias, com os os meus princípios, com os meus sonhos, com as minhas promessas. Continuarei namorado apaixonado do Fernando, melhor amigo do Bruno, subordinado feliz (e, melhor de tudo, amigo) da Vera, filho caçula da Duda, irmão mais chato do Laio. Continuarei sendo Luan Mendes: achando que existem coisas na vida que não existem meio termo; ou você faz uma coisa bem feita, ou você não faz.
De uma vez por todas, que venha 2011, sem horas e sem dores.
quarta-feira, 29 de dezembro de 2010
Viver para sempre
Não tem graça viver uma vida que não seja para sempre. Todo mundo gosta de dizer, de boca cheia, que o "pra sempre" sempre acaba, mas ninguém gosta de acreditar nisso. Na verdade, as pessoas estão vivendo para sempre cada dia que passa, só que não percebem por isso.
Viver para sempre é não acreditar no final de um relacionamento. Imagina você começar a namorar o amor da sua vida pensando no dia que esse "amor" irá terminar? Amor não tem data de validade, nem de vencimento. Quem constrói esse prazo é você, só você. De uma vez por todas, é impossível ser feliz sozinho.
Viver para sempre é viver como se o amanhã não existisse. É curtir o hoje ao máximo, e agradecer a Deus por mais aquele dia que passou, mesmo sabendo que o amanhã pode não vir para você.
Viver para sempre é doar-se ao extremo, de corpo, de alma, de coração, por paixão, naquilo que você quer. Naquilo que te faz todos os dias.
Viver para sempre é não acreditar na morte. É ter medo dela. É saber que isso, um dia, vai sim bater à sua porta, mas que nesse dia você não estará esperando por isso.
Viver para sempre é o que interessa, no final das contas. Se não for viver para sempre, é melhor que não se viva por inteiro. Tem gente que gosta de viver pela metade, e são essas, que têm medo, que vivem para o dia que a vida delas vai acabar.
Talvez, esteja falando dos pessimistas, mas não acredito nisso, ao passo que eu também sou assim. Só que uma coisa me faz diferente: eu não acredito no final. Pra mim, "no final, vai dar certo", e, se não der certo, é porque não chegou no final.
Viva, só se for para sempre!
Viver para sempre é não acreditar no final de um relacionamento. Imagina você começar a namorar o amor da sua vida pensando no dia que esse "amor" irá terminar? Amor não tem data de validade, nem de vencimento. Quem constrói esse prazo é você, só você. De uma vez por todas, é impossível ser feliz sozinho.
Viver para sempre é viver como se o amanhã não existisse. É curtir o hoje ao máximo, e agradecer a Deus por mais aquele dia que passou, mesmo sabendo que o amanhã pode não vir para você.
Viver para sempre é doar-se ao extremo, de corpo, de alma, de coração, por paixão, naquilo que você quer. Naquilo que te faz todos os dias.
Viver para sempre é não acreditar na morte. É ter medo dela. É saber que isso, um dia, vai sim bater à sua porta, mas que nesse dia você não estará esperando por isso.
Viver para sempre é o que interessa, no final das contas. Se não for viver para sempre, é melhor que não se viva por inteiro. Tem gente que gosta de viver pela metade, e são essas, que têm medo, que vivem para o dia que a vida delas vai acabar.
Talvez, esteja falando dos pessimistas, mas não acredito nisso, ao passo que eu também sou assim. Só que uma coisa me faz diferente: eu não acredito no final. Pra mim, "no final, vai dar certo", e, se não der certo, é porque não chegou no final.
Viva, só se for para sempre!
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
O importante
não são quantas pessoas telefonam pra você, nem quantos e-mails você recebeu hoje, nem com quem você saiu ontem à noite. Também não importa se você nunca namorou (ou com quem namorou), ou se você não beijou o mais bonito da festa. O importante não são seus sapatos, nem seus cabelos, nem a cor da sua pele, nem onde você mora, que esporte você pratica ou o colégio que freqüenta. Na verdade, as suas notas, o seu dinheiro, as suas roupas não importam, nem mesmo se você foi aprovado na faculdade. Nem mesmo se você é ou não aceito pelos demais.
O importante na vida é quem você ama e quem você fere. É como você se sente em relação a você mesmo. É a confiança que você tem sobre si mesmo, a felicidade que você tanto deseja e a compaixão que você exerce. É ficar do lado dos seus amigos nos momentos mais difíceis e não esperar por isso de volta, quando você estiver mal. O importante mesmo é não desejar que as pessoas tenham inveja, não querer o mal dos outros, superar a ignorância alheia e ter sempre esperança. Ter fé. É o que você diz e o significado de suas palavras que têm importância. É gostar das pessoas pelo que elas são e não pelo que têm, fingem ou pretendem ser.
É apaixonar-se todos os dias. Aprender alguma coisa todos os dias. Ensinar alguma coisa todos os dias. Sorrir, nem que for da coisa mais boba possível, todos os dias.
O importante na vida é quem você ama e quem você fere. É como você se sente em relação a você mesmo. É a confiança que você tem sobre si mesmo, a felicidade que você tanto deseja e a compaixão que você exerce. É ficar do lado dos seus amigos nos momentos mais difíceis e não esperar por isso de volta, quando você estiver mal. O importante mesmo é não desejar que as pessoas tenham inveja, não querer o mal dos outros, superar a ignorância alheia e ter sempre esperança. Ter fé. É o que você diz e o significado de suas palavras que têm importância. É gostar das pessoas pelo que elas são e não pelo que têm, fingem ou pretendem ser.
É apaixonar-se todos os dias. Aprender alguma coisa todos os dias. Ensinar alguma coisa todos os dias. Sorrir, nem que for da coisa mais boba possível, todos os dias.
Eu não sou o mais bonito,
nem tenho o mais lindo sorriso. Eu não me pareço com nenhum boneco articulado, e não tenho todos os ideais de beleza. Sonho acordado sim e choro sem razão.
Eu uso perfume doce e prefiro cabelo sem gel. Eu saio de casa sem estar me sentindo bem; tento ser diferente, mas acabo sendo completamente igual. Eu vou muito bem, obrigado em português e não entendo física. Eu já fui chamado de perfeito e descobri que a perfeição cansa. Eu já fui a melhor coisa na tarde de alguém, mas que não fez disso a melhor coisa para a minha tarde. Eu posso ser muito querido, mas posso ser insuportável quando eu quero. Eu já fui o garoto dos sonhos de alguém também. Já fiz juras de amor, mas chorei por elas.
Eu conheço muitas pessoas, é verdade, mas posso contar nos dedos quem realmente tem valor.
Eu uso perfume doce e prefiro cabelo sem gel. Eu saio de casa sem estar me sentindo bem; tento ser diferente, mas acabo sendo completamente igual. Eu vou muito bem, obrigado em português e não entendo física. Eu já fui chamado de perfeito e descobri que a perfeição cansa. Eu já fui a melhor coisa na tarde de alguém, mas que não fez disso a melhor coisa para a minha tarde. Eu posso ser muito querido, mas posso ser insuportável quando eu quero. Eu já fui o garoto dos sonhos de alguém também. Já fiz juras de amor, mas chorei por elas.
Eu conheço muitas pessoas, é verdade, mas posso contar nos dedos quem realmente tem valor.
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Quem você salvaria da chuva?
Prestes a uma entrevista de um bom emprego, é lhe questionado: quem você salvaria, se...
"É noite de tempestade e você está dirigindo seu carro com dificuldades. Ao passar por um ponto de ônibus, você avista um ônibus passando e simplesmente ignorando as três pessoas, enxarcadas, que ali aguardavam pelo transporte.
Ao se aproximar, você vê: sua mãe, precisando ser hospitalizada, um médico, que no passado já salvou sua vida e o grande amor da sua vida.
No entanto, infelizmente, no seu carro só cabe a ti e a mais uma pessoa."
Quem você salvaria?! Retorno a perguntar?
Sua mãe, e levaria-a ao hospital, ficando com a consciência tranquila? Ou o médico, porque seria o momento ideal para ser grato pela sua atitude no passado? Ou você salvaria o amor da sua vida, sabendo que nunca mais poderia encontrá-lo?
Um dos 200 candidatos deu uma resposta que foi decisiva para sua contratação. E nem precisou explicar, como pedia o enunciado:
"Daria a chave do carro para o médico. Deixaria ele levar a senhora doente para o hospital, e ficaria esperando pelo ônibus com a mulher dos meus sonhos."
Eu também!
"É noite de tempestade e você está dirigindo seu carro com dificuldades. Ao passar por um ponto de ônibus, você avista um ônibus passando e simplesmente ignorando as três pessoas, enxarcadas, que ali aguardavam pelo transporte.
Ao se aproximar, você vê: sua mãe, precisando ser hospitalizada, um médico, que no passado já salvou sua vida e o grande amor da sua vida.
No entanto, infelizmente, no seu carro só cabe a ti e a mais uma pessoa."
Quem você salvaria?! Retorno a perguntar?
Sua mãe, e levaria-a ao hospital, ficando com a consciência tranquila? Ou o médico, porque seria o momento ideal para ser grato pela sua atitude no passado? Ou você salvaria o amor da sua vida, sabendo que nunca mais poderia encontrá-lo?
Um dos 200 candidatos deu uma resposta que foi decisiva para sua contratação. E nem precisou explicar, como pedia o enunciado:
"Daria a chave do carro para o médico. Deixaria ele levar a senhora doente para o hospital, e ficaria esperando pelo ônibus com a mulher dos meus sonhos."
Eu também!
sábado, 11 de dezembro de 2010
Mais ou menos
A gente pode morar numa casa mais ou menos, numa rua mais ou menos, numa cidade mais ou menos, ter um presidente mais ou menos. Podemos dormir numa cama mais ou menos, comer um feijão mais ou menos, ter um transporte mais ou menos, e até ser obrigado a acreditar mais ou menos no futuro.
A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos.
TUDO BEM!
O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum... é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos.
Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.
Por Chico Xavier [te dedico, Lourdes]
A gente pode olhar em volta e sentir que tudo está mais ou menos.
TUDO BEM!
O que a gente não pode mesmo, nunca, de jeito nenhum... é amar mais ou menos, sonhar mais ou menos, ser amigo mais ou menos, namorar mais ou menos, ter fé mais ou menos, e acreditar mais ou menos.
Senão a gente corre o risco de se tornar uma pessoa mais ou menos.
Por Chico Xavier [te dedico, Lourdes]
segunda-feira, 22 de novembro de 2010
Antes idiota, do que infeliz
Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente, digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar: os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias.
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não. Se fosse, era resolvido fácil. Alguém duvida?
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormirem abraçados. Sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega? Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção.
Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso. Algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos "Orkut", o número que comunidades como: "quero um amor pra vida toda", "eu sou pra casar", até a desesperançada "nasci pra ser sozinho" vem unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase estéreos e inacessíveis.
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa.
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, demodé, brega.
Alô, gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado. "Pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!). Aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la; quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois?!
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele. E, se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele? Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada. O que realmente não dá é continuarmos achando que viver é "out", que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".
Antes idiota do que infeliz!
Por Arnaldo Jabor
Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não. Se fosse, era resolvido fácil. Alguém duvida?
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormirem abraçados. Sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega? Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção.
Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso. Algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos "Orkut", o número que comunidades como: "quero um amor pra vida toda", "eu sou pra casar", até a desesperançada "nasci pra ser sozinho" vem unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase estéreos e inacessíveis.
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa.
Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, demodé, brega.
Alô, gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado. "Pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!). Aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la; quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois?!
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza? Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele. E, se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele? Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo, ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada. O que realmente não dá é continuarmos achando que viver é "out", que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois, ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".
Antes idiota do que infeliz!
Por Arnaldo Jabor
terça-feira, 16 de novembro de 2010
"Eu te amo" não diz tudo
O cara diz que te ama, então tá, ele te ama. Sua mulher diz que te ama, então assunto encerrado. Você sabe que é amado porque lhe disseram isso, as três palavrinhas mágicas. Mas ouvir que é amado é uma coisa, sentir-se amado é outra, com uma diferença de quilômetros.
A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras. Sentir-se amado, é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você quando for preciso.
Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou há dois anos, é vê-la tentar reconciliar você com o seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo tempestade em copo d'água.
Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão.
Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.
Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.
Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta. Agora, sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.
Por Arnaldo Jabor
A demonstração de amor requer mais do que beijos, sexo e palavras. Sentir-se amado, é sentir que a pessoa tem interesse real na sua vida, que zela pela sua felicidade, que se preocupa quando as coisas não estão dando certo, que coloca-se a postos para ouvir suas dúvidas e que dá uma sacudida em você quando for preciso.
Sentir-se amado é ver que ela lembra de coisas que você contou há dois anos, é vê-la tentar reconciliar você com o seu pai, é ver como ela fica triste quando você está triste e como sorri com delicadeza quando diz que você está fazendo tempestade em copo d'água.
Sentem-se amados aqueles que perdoam um ao outro e que não transformam a mágoa em munição na hora da discussão.
Sente-se amado aquele que se sente aceito, que se sente inteiro. Sente-se amado aquele que tem sua solidão respeitada, aquele que sabe que tudo pode ser dito e compreendido.
Sente-se amado quem se sente seguro para ser exatamente como é, sem inventar um personagem para a relação, pois personagem nenhum se sustenta muito tempo.
Sente-se amado quem não ofega, mas suspira; quem não levanta a voz, mas fala; quem não concorda, mas escuta. Agora, sente-se e escute: eu te amo não diz tudo.
Por Arnaldo Jabor
Assinar:
Postagens (Atom)