sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Me morde, e eu te como.

Bateu uma vontade louca de sair correndo das redes sociais, de não ter que ver mais algumas que eu gostaria muito de não ler mais. Não quero saber mais como andam as coisas por lá, quem foi promovido, quem pediu as contas, como anda o volume de trabalho de um, quem derrubou o outro. Quem conseguiu o que queria há muito tempo - eu com muita vontade de dizer "finalmente", de uma forma bem sarcástica, para mostra que não, não é aquilo que todos pensam que é. Eu quero quem se importa comigo. Como eu estou depois de tudo que eu passei. E, olha só, nem lembram mais do que aconteceu. Já virou página virada - graças a Deus.

Descobri ainda como eu não gosto de pessoas que prometem pra mim uma coisa que elas não vão cumprir. Eu odeio isso, aliás. Eu sou muito perfeccionista, apegado à detalhes. Eu presto muito mais atenção nas coisas menores do que nas maiores. É lá que eu encontro a diferença. E isso é um perigo. Eu saberei exatamente quais foram as palavras que você usou quando eu me sentir ofendido por você. E eu as repetirei se for necessário, pode ter certeza. Aprendi a não ser vingativo, nem orgulhoso, mas aprendi também a me calar. A silenciar o meu mais profundo sentimento, sem guardar nenhum tipo de rancor. Não é isso. É deixar para depois mesmo. Saber o momento certo de usá-la, sem dar a sensação de que estou "jogando na cara". É mais do que isso: é mostrar que não podemos, de jeito nenhum, fazer com as pessoas que a gente ama de verdade o que não queríamos que fizessem com a gente.

"Posso ser de mel, e de veneno. Posso ser muito humana, e muito bicho também. Me morde e eu te como."
(Clarice Lispector)

Hoje eu só quero que o dia termine bem, porque amanhã... ah, amanhã é um outro dia!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Bateu de novo à minha porta, hein?

E não sabe como eu sou grato por isso! Por ter encontrado, finalmente, alguém parecido comigo. Que ri das minhas graças, é resistente (nada de fragilidades, frescuras, delicadezas desnecessárias),  me bate, me belisca, me morde, diz que me ama quando eu menos espero, me manda sms (e não manda também! rs) perguntando se eu dormi bem, se preocupa comigo. Me faz rir, me irrita, me abraça, me beija, me deseja, diz que não se imagina mais longe de mim.

Ah, o amor... Que de tão grande não tem tamanho, não tem hora, nem lugar. Ele simplesmente acontece, e você não sabe como explicar.

Feliz!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Morrer [também] é preciso

Nós estamos acostumados a ligar a palavra ‘morte’ apenas à ausência de vida, e isso é um erro.
Existem outros tipos de morte e precisamos morrer todo dia. A morte nada mais é do que uma passagem, uma transformação. Não existe planta sem a morte da semente, não existe embrião sem a morte do óvulo e do esperma, não existe borboleta sem a morte da lagarta... Isso tudo é óbvio. A morte nada mais é que o ponto de partida para o início de algo novo. A fronteira entre o passado e o futuro.

Se você quer ser um bom universitário, mate dentro de você o secundarista aéreo que acha que ainda tem muito tempo pela frente.

Quer ser um bom profissional? Então mate dentro de você o universitário descomprometido que acha que a vida se resume a estudar só o suficiente para fazer as provas.

Quer ter um bom relacionamento? Então mate dentro de você o jovem inseguro, ciumento, crítico, exigente, imaturo, egoísta ou o solteiro solto que pensa que pode fazer planos sozinho, sem ter que dividir espaços, projeto e tempo com mais ninguém.

Quer ter boas amizades? Então mate dentro de si a pessoa insatisfeita e descompromissada, que só pensa em si mesma. Mate a vontade de tentar manipular as pessoas de acordo com a sua conveniência. Respeite seus amigos e colegas de trabalho e vizinhos... Enfim... Pois todo processo de evolução exige que matemos o nosso "eu" passado, inferior.

E qual o risco de não agirmos assim?

O risco está em tentarmos ser duas pessoas ao mesmo tempo, perdendo o nosso foco, comprometendo essa produtividade, e, por fim, prejudicando nosso sucesso. Muitas pessoas não evoluem porque ficam se agarrando ao que eram, não se projetam para o que serão ou desejam ser. Elas querem a nova etapa, sem abrir mão da forma como pensavam ou como agiam e acabam se transformando em projetos, acabados, híbridos, adultos infantilizados. Podemos até agir, às vezes, como meninos, mas de uma forma que não constante. Para nos livrarmos de algumas virtudes de criança, são necessários anos e anos.

Adultos precisam SIM de brincadeiras, sorriso fácil, vitalidade, criatividade, tolerância. Mas, se quisermos ser adultos, devemos necessariamente matar atitudes infantis, para passarmos a agir como adultos.

Quer ser alguém (líder, profissional, pai, cidadã, amiga)? Melhor e evoluído? Então, o que você precisa matar em si, ainda hoje, é o "egoísmo" é o "egocentrismo", para que nasça o ser que você tanto deseja ser. Pense nisso e morra. Mas não esqueça de nascer melhor ainda. O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem e, por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.

Fernando Pessoa

domingo, 20 de novembro de 2011

A vida não é o quanto você bate. É quanto você aguenta apanhar.

Conversar com ele ontem, mesmo que pouco, me fez bem. Além de ter me feito chorar, me feito relembrar momentos inesquecíveis em nossas vidas, me feito pensar em quanto você foi por mim e eu fui por você, o quanto nós crescemos como pessoas juntos, me fez mais forte também. Me fez entender, de uma vez por todas, que estamos em realidades diferentes, em momentos opostos um do outro.

Me convenci que até os melhores amigos passam, principalmente quando eles escolhem ficar "sozinhos". Ou melhor dizendo "sozinhos da sua companhia". [Sim, porque ao lado de outros amigos ele sempre estará. É do tipo que não vive sem eles.] Sai convencido também de que a pessoa que você se tornou eu não quero ao meu lado, de verdade. Ele até insiste em dizer que fui eu quem o ensinei a ser assim. Desculpa, mas eu nunca fui assim e nem nunca exigi que os outros fossem. Tão frio, tão egoísta, tão centrado em si. Daqueles que julga, condena, e coloca o dedo na cara. Não tem tempo para perdão; o que importa é só sua felicidade. Só.

Sinto muito por isso. Também estou conhecendo pessoas novas, tão interessantes quanto ele [ainda bem!]. Ainda não me conhecem o quanto você, mas estão me fazendo muito feliz (e é isso que importa, né?). Não são daquelas que exigem prioridade a todo custo, que sempre querem estar no centro das atenções. Pelo contrário...

São daquelas que amam, incondicionalmente.

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém

Fizeram a gente acreditar que amor, amor mesmo, pra valer, só acontece uma vez, geralmente antes dos 30 anos. Não contaram pra nós que amor não é acionado, nem chega com hora marcada. Fizeram a gente acreditar que cada um de nós é a metade de uma laranja, e que a vida só ganha sentido quando encontramos a outra metade. Não contaram que já nascemos inteiros, que ninguém em nossa vida merece carregar nas costas a responsabilidade de completar o que nos falta: a gente cresce através da gente mesmo. Se estivermos em boa companhia, é só mais agradável. Fizeram a gente acreditar numa fórmula chamada "dois em um": duas pessoas pensando igual, agindo igual, sendo igual. Que era isso que funcionava. Não nos contaram que isso tem nome: anulação. Que só sendo indivíduos com personalidade própria é que poderemos ter uma relação saudável. Fizeram a gente acreditar que casamento é obrigatório, e que desejos fora de hora devem ser reprimidos. Fizeram a gente acreditar que os bonitos e magros são mais amados, que os que transam pouco são confiáveis, e que sempre haverá um chinelo velho para um pé torto. Só não disseram que existe muito mais cabeça torta do que pé torto. Fizeram a gente acreditar que só há uma fórmula de ser feliz, a mesma para todos, e os que escapam dela estão condenados à marginalidade. Não nos contaram que estas fórmulas dão errado, frustram as pessoas, são alienantes, e que podemos tentar outras alternativas. Ah, também não contaram que ninguém vai contar isso tudo pra gente! Cada um vai ter que descobrir sozinho. E aí, quando você estiver muito apaixonado por você mesmo, vai poder ser muito feliz e se apaixonar por alguém.

John Lennon

domingo, 16 de outubro de 2011

Meus professores, meus amores

Eu só queria abraçar todos os meus professores hoje. Todos mesmos. Os bons e também os ruins, porque foram eles que me mostraram o que eu quero, e o que eu não quero ser. Seguir o mesmo caminho que eles, numa forma diferente de atuação, não foi fácil, não foi apoiado por muitas pessoas, mas foi uma escolha para a vida inteira. Uma escolha de atitude. Mais do que isso, uma escolha de amor.
Hoje, eu sei o quanto é gratificante um aluno seu lhe agradecer, depois de um tempo, os bons resultados que conseguiu através do que você ensinou. Ser educador é isso: é mostrar o caminho. É mais do que ensinar a pescar, é mostrar as conseqüências de não saber fazer. É ser rígido, disciplinador, incoerente, chato, rabugento. No final, vale a pena. Eles reconhecem isso. Entendem a importância só de um tempo (e é preciso oferecer isso a eles). É, eu ainda sou um bobo apaixonado pelo que eu faço. Eu acredito em todos aqueles que passam pela minha sala, e fico frustrado quando eles não conseguem o que querem. Sinto-me culpado. Penso que sou parte disso.
Obrigado, meus professores! Obrigado, meus alunos! Que esse dia seja de reflexão, e nos faça pensar que conhecimento não pode ser egoísta: só tem sentido se for compartilhado.

domingo, 7 de agosto de 2011

Abaixo o orgulho hétero!

Pense nos privilégios que um hétero tem. Quando você sentiu vergonha de ser hétero? […] Quando você foi discriminado por ser hétero? […] Ter orgulho de ser hétero é querer celebrar a sorte que você tem simplesmente por ter nascido hétero. […] Ninguém vai te expulsar do recinto, ninguém vai te bater ou matar, ninguém vai querer te transformar, ninguém vai dizer que se envergonha de ser seu pai/mãe, ninguém vai pensar que sua orientação sexual é depravada ou relacioná-la à pedofilia, ninguém vai te despedir do emprego por causa da sua heterossexualidade, ninguém vai dizer que o que você faz é pecado e que você vai arder no inferno por conta disso.

Abaixo o orgulho hétero, Kassab!

domingo, 10 de julho de 2011

Hoje eu só quero que meu dia termine bem

Queria escrever algo aqui que traduzisse o que eu quero dizer. Sempre fui bom nisso, naqueles momentos que eu mais queria desafar. Mas as palavras não estão vindo mais à mão, ou aos meus pensamentos, para que eu consiga transcrevê-las, passá-las para frente. Estão ficando pelo meio do caminho, e nas poucas vezes que chegam não chegam por completo. São metades; e elas acabam me sufocando.

As pessoas que ontem eram minhas inspirações, hoje não são mais. Infelizmente, eu diria. Elas têm errado comigo, de forma bruta, e eu não tenho mais enxergado verdade, justiça. Sinto que está ficando na palavra, e não na atitude. E, como para qualquer um, as atitudes importam mais. Muito mais.

Em compensação, estou me apaixonando por outras. Estou, graças a Deus, encontrando novas pessoas para eu admirar, para eu querer ser, um dia, parecido. Me orgulhar das coisas que eu fiz, das coisas que eu passei para chegar aonde eu cheguei. Para poder contar para os outros com brilho nos olhos, com a boca cheia.

É isso. Estou ansioso para viver meu futuro. Bem... pelo menos o futuro que eu imaginei para mim. Antes, eu poderia até dizer que eu voltaria para a casa dos meus pais, mas hoje eu não consigo mais pensar nisso. Meu futuro é longe da casa dos meus pais. Penso que estaria ocultando, ao lado deles, uma pessoa dentro de mim, para satisfazê-los. E essa pessoa, aqui dentro, é a que eu mais admiro, diga-se de passagem.

Estou agradecendo àquele Homem lá de cima todos os dias por tudo que eu tenho; não tenho tudo que amo, mas amo tudo que tenho. De verdade. Estou buscando motivos para ser Luan. Para que todos os dias terminem bem.