segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

"Às vezes você tem que esquecer o que você quer, pra começar a entender o que você merece."


Você não amadurece ao comemorar mais um ano de vida.
Você não amadurece quando descobre quem não corre por você.
Você não amadurece quando não é prioridade, mas sim opção.
Você amadurece ao cair e levantar sozinho, sem que ninguém precise te ajudar.

domingo, 11 de dezembro de 2011

Quando você me deixar

Quando você me deixar, não dê explicações. Não use frases feitas. Não diga que o problema é você, não eu. Não fale que gosta de mim como amigo. Não me venha com aquele papo de pessoa-certa-na-hora-errada. Não coloque a culpa no trabalho, nos estudos, na falta de tempo. Sobretudo, não coloque a culpa em mim.

Quando você me deixar, não use desculpas, porque não passam disso: palavras vazias e convenientes. Já estive em seu lugar, já as utilizei e bem sei que são todas mentiras. Quando você me deixar, não retome velhas brigas, não reviva ressentimentos, não reabra as feridas. 

Quando você me deixar, não me beije, não me abrace. Não me lance seu olhar de piedade. Não tente me consolar. Diga somente que está me deixando – diga com todas as letras, porque precisarei ouvir. Depois, cale-se e vá embora.

Quando você me deixar, em nome dos nossos bons momentos, tenha clemência: seja breve.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Ter ou não ter namorado

Quem não tem namorado é alguém que tirou férias não remuneradas de si mesmo. Namorado é a mais difícil das conquistas. Difícil porque namorado de verdade é muito raro. Necessita de adivinhação, de pele, saliva, lágrima, nuvem, quindim, brisa ou filosofia. Paquera, gabiru, flerte, caso, transa, envolvimento, até paixão, é fácil. Mas namorado, mesmo, é muito difícil. Namorado não precisa ser o mais bonito, mas ser aquele a quem se quer proteger e quando se chega ao lado dele a gente treme, sua frio e quase desmaia pedindo proteção. A proteção não precisa ser parruda, decidida; ou bandoleira basta um olhar de compreensão ou mesmo de aflição.

Quem não tem namorado é quem não tem amor é quem não sabe o gosto de namorar. Há quem não sabe o gosto de namorar. Se você tem três pretendentes, dois paqueras, um envolvimento e dois amantes; mesmo assim pode não ter nenhum namorado. Não tem namorado quem não sabe o gosto de chuva, cinema sessão das duas, medo do pai, sanduíche de padaria ou drible no trabalho.Não tem namorado quem transa sem carinho, quem se acaricia sem vontade de virar sorvete ou lagartixa e quem ama sem alegria.

Não tem namorado quem faz pacto de amor apenas com a infelicidade. Namorar é fazer pactos com a felicidade ainda que rápida, escondida, fugidia ou impossível de durar. Não tem namorado quem não sabe o valor de mãos dadas; de carinho escondido na hora em que passa o filme; de flor catada no muro e entregue de repente; de poesia de Fernando Pessoa, Vinícius de Moraes ou Chico Buarque lida bem devagar; de gargalhada quando fala junto ou descobre meia rasgada; de ânsia enorme de viajar junto para a Escócia ou mesmo de metrô, bonde, nuvem, cavalo alado, tapete mágico ou foguete interplanetário. Não tem namorado quem não gosta de dormir agarrado, de fazer cesta abraçado, fazer compra junto.

Não tem namorado quem não gosta de falar do próprio amor, nem de ficar horas e horas olhando o mistério do outro dentro dos olhos dele, abobalhados de alegria pela lucidez do amor. Não tem namorado quem não redescobre a criança própria e a do amado e sai com ela para parques, fliperamas, beira – d’água, show do Milton Nascimento, bosques enluarados, ruas de sonhos ou musical da Metro. Não tem namorado quem não tem música secreta com ele, quem não dedica livros, quem não recorta artigos; quem gosta sem curtir; quem curte sem aprofundar. Não tem namorado quem nunca sentiu o gosto de ser lembrado de repente no fim de semana, na madrugada, ou meio-dia do dia de sol em plena praia cheia de rivais.

Não tem namorado quem ama sem se dedicar; quem namora sem brincar; quem vive cheio de obrigações; quem faz sexo sem esperar o outro ir junto com ele. Não tem namorado quem confunde solidão com ficar sozinho e em paz. Não tem namorado quem não fala sozinho, não ri de si mesmo e quem tem medo de ser afetivo.

Se você não tem namorado porque não descobriu que o amor é alegre e você vive pesando duzentos quilos de grilos e medos, ponha a saia mais leve, aquela de chita e passeie de mãos dadas com o ar. Enfeite-se com margaridas e ternuras e escove a alma com leves fricções de esperança. De alma escovada e coração estouvado, saia do quintal de si mesmo e descubra o próprio jardim.

Acorde com gosto de caqui e sorria lírios para quem passe debaixo de sua janela. Ponha intenções de quermesse em seus olhos e beba licor de contos de fada. Ande como se o chão estivesse repleto de sons de flauta e do céu descesse uma névoa de borboletas, cada qual trazendo uma pérola falante a dizer frases sutis e palavras de galanteria. Se você não tem namorado é porque ainda não enlouqueceu aquele pouquinho necessário a fazer a vida parar e de repente parecer que faz sentido. 

ENLOU-CRESÇA.
(Artur da Távola)

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Me morde, e eu te como.

Bateu uma vontade louca de sair correndo das redes sociais, de não ter que ver mais algumas que eu gostaria muito de não ler mais. Não quero saber mais como andam as coisas por lá, quem foi promovido, quem pediu as contas, como anda o volume de trabalho de um, quem derrubou o outro. Quem conseguiu o que queria há muito tempo - eu com muita vontade de dizer "finalmente", de uma forma bem sarcástica, para mostra que não, não é aquilo que todos pensam que é. Eu quero quem se importa comigo. Como eu estou depois de tudo que eu passei. E, olha só, nem lembram mais do que aconteceu. Já virou página virada - graças a Deus.

Descobri ainda como eu não gosto de pessoas que prometem pra mim uma coisa que elas não vão cumprir. Eu odeio isso, aliás. Eu sou muito perfeccionista, apegado à detalhes. Eu presto muito mais atenção nas coisas menores do que nas maiores. É lá que eu encontro a diferença. E isso é um perigo. Eu saberei exatamente quais foram as palavras que você usou quando eu me sentir ofendido por você. E eu as repetirei se for necessário, pode ter certeza. Aprendi a não ser vingativo, nem orgulhoso, mas aprendi também a me calar. A silenciar o meu mais profundo sentimento, sem guardar nenhum tipo de rancor. Não é isso. É deixar para depois mesmo. Saber o momento certo de usá-la, sem dar a sensação de que estou "jogando na cara". É mais do que isso: é mostrar que não podemos, de jeito nenhum, fazer com as pessoas que a gente ama de verdade o que não queríamos que fizessem com a gente.

"Posso ser de mel, e de veneno. Posso ser muito humana, e muito bicho também. Me morde e eu te como."
(Clarice Lispector)

Hoje eu só quero que o dia termine bem, porque amanhã... ah, amanhã é um outro dia!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Bateu de novo à minha porta, hein?

E não sabe como eu sou grato por isso! Por ter encontrado, finalmente, alguém parecido comigo. Que ri das minhas graças, é resistente (nada de fragilidades, frescuras, delicadezas desnecessárias),  me bate, me belisca, me morde, diz que me ama quando eu menos espero, me manda sms (e não manda também! rs) perguntando se eu dormi bem, se preocupa comigo. Me faz rir, me irrita, me abraça, me beija, me deseja, diz que não se imagina mais longe de mim.

Ah, o amor... Que de tão grande não tem tamanho, não tem hora, nem lugar. Ele simplesmente acontece, e você não sabe como explicar.

Feliz!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Morrer [também] é preciso

Nós estamos acostumados a ligar a palavra ‘morte’ apenas à ausência de vida, e isso é um erro.
Existem outros tipos de morte e precisamos morrer todo dia. A morte nada mais é do que uma passagem, uma transformação. Não existe planta sem a morte da semente, não existe embrião sem a morte do óvulo e do esperma, não existe borboleta sem a morte da lagarta... Isso tudo é óbvio. A morte nada mais é que o ponto de partida para o início de algo novo. A fronteira entre o passado e o futuro.

Se você quer ser um bom universitário, mate dentro de você o secundarista aéreo que acha que ainda tem muito tempo pela frente.

Quer ser um bom profissional? Então mate dentro de você o universitário descomprometido que acha que a vida se resume a estudar só o suficiente para fazer as provas.

Quer ter um bom relacionamento? Então mate dentro de você o jovem inseguro, ciumento, crítico, exigente, imaturo, egoísta ou o solteiro solto que pensa que pode fazer planos sozinho, sem ter que dividir espaços, projeto e tempo com mais ninguém.

Quer ter boas amizades? Então mate dentro de si a pessoa insatisfeita e descompromissada, que só pensa em si mesma. Mate a vontade de tentar manipular as pessoas de acordo com a sua conveniência. Respeite seus amigos e colegas de trabalho e vizinhos... Enfim... Pois todo processo de evolução exige que matemos o nosso "eu" passado, inferior.

E qual o risco de não agirmos assim?

O risco está em tentarmos ser duas pessoas ao mesmo tempo, perdendo o nosso foco, comprometendo essa produtividade, e, por fim, prejudicando nosso sucesso. Muitas pessoas não evoluem porque ficam se agarrando ao que eram, não se projetam para o que serão ou desejam ser. Elas querem a nova etapa, sem abrir mão da forma como pensavam ou como agiam e acabam se transformando em projetos, acabados, híbridos, adultos infantilizados. Podemos até agir, às vezes, como meninos, mas de uma forma que não constante. Para nos livrarmos de algumas virtudes de criança, são necessários anos e anos.

Adultos precisam SIM de brincadeiras, sorriso fácil, vitalidade, criatividade, tolerância. Mas, se quisermos ser adultos, devemos necessariamente matar atitudes infantis, para passarmos a agir como adultos.

Quer ser alguém (líder, profissional, pai, cidadã, amiga)? Melhor e evoluído? Então, o que você precisa matar em si, ainda hoje, é o "egoísmo" é o "egocentrismo", para que nasça o ser que você tanto deseja ser. Pense nisso e morra. Mas não esqueça de nascer melhor ainda. O valor das coisas não está no tempo em que elas duram, mas na intensidade com que acontecem e, por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.

Fernando Pessoa

domingo, 20 de novembro de 2011

A vida não é o quanto você bate. É quanto você aguenta apanhar.

Conversar com ele ontem, mesmo que pouco, me fez bem. Além de ter me feito chorar, me feito relembrar momentos inesquecíveis em nossas vidas, me feito pensar em quanto você foi por mim e eu fui por você, o quanto nós crescemos como pessoas juntos, me fez mais forte também. Me fez entender, de uma vez por todas, que estamos em realidades diferentes, em momentos opostos um do outro.

Me convenci que até os melhores amigos passam, principalmente quando eles escolhem ficar "sozinhos". Ou melhor dizendo "sozinhos da sua companhia". [Sim, porque ao lado de outros amigos ele sempre estará. É do tipo que não vive sem eles.] Sai convencido também de que a pessoa que você se tornou eu não quero ao meu lado, de verdade. Ele até insiste em dizer que fui eu quem o ensinei a ser assim. Desculpa, mas eu nunca fui assim e nem nunca exigi que os outros fossem. Tão frio, tão egoísta, tão centrado em si. Daqueles que julga, condena, e coloca o dedo na cara. Não tem tempo para perdão; o que importa é só sua felicidade. Só.

Sinto muito por isso. Também estou conhecendo pessoas novas, tão interessantes quanto ele [ainda bem!]. Ainda não me conhecem o quanto você, mas estão me fazendo muito feliz (e é isso que importa, né?). Não são daquelas que exigem prioridade a todo custo, que sempre querem estar no centro das atenções. Pelo contrário...

São daquelas que amam, incondicionalmente.