terça-feira, 12 de julho de 2016
domingo, 19 de junho de 2016
Nem sempre ficamos com os amores de nossas vidas
Eu acredito em grande amor.
Mas falo e namoro como se não acreditasse.
Eu não tenho expectativas fúteis para romance. Eu não estou à espera de sentir aquela sensação estranha de estar a flutuar. Eu sou um daqueles indivíduos raros, talvez um pouco cansados, que realmente gosta de ambiente de atual de conexão e é feliz por viver em uma época em que a monogamia não é necessariamente a norma.
Mas eu acredito em grande amores, porque já tive um.
Eu tive esse amor que tudo consome. O amor do tipo “eu não posso acreditar que isso existe no mundo físico.”
O tipo de amor que irrompe em um incêndio incontrolável e então se torna brasa que queima em silêncio, confortavelmente, durante anos. O tipo de amor que escreve romances e sinfonias. O tipo de amor que ensina mais do que você pensou que poderia aprender, e dá de volta infinitamente mais do que recebe.
É amor do tipo “amor de sua vida”.
E acredito que funciona assim:
Se você tiver sorte, conhecerá o amor de sua vida. Você estará com ele, aprenderá com ele, dará tudo de si mesmo a ele e permitirá que a sua influência te mude em medidas insondáveis. É uma experiência como nenhuma.
Mas aqui está o que os contos de fadas não vão te dizer: às vezes encontramos os amores de nossas vidas, mas não conseguimos mantê-los.
Nós não chegamos a nos casar com eles, nem passar anos ao lado deles, nem seguraremos suas mãos em seus leitos de morte depois de uma vida bem vivida juntos.
Nós nem sempre conseguimos ficar com os amores de nossas vidas, porque, no mundo real, o amor não conquista tudo. Ele não resolve as diferenças irreparáveis, não triunfa sobre a doença, ele não preenche fendas religiosas e nem nos salva de nós mesmos quando estamos perdidos.
Nós nem sempre chegamos a ficar com os amores de nossas vidas porque às vezes o amor não é tudo o que existe. Às vezes você quer uma casa em um pequeno país com três filhos e ele quer uma carreira movimentada na cidade. Às vezes você tem um mundo inteiro para explorar e ele tem medo de se aventurar fora de seu quintal. Às vezes você tem sonhos maiores do que os do outro.
Às vezes, a maior atitude de amor que você pode possivelmente tomar é deixar o outro ir.
Outras vezes, você não tem escolha.
Mas aqui está outra coisa que não vão te falar sobre encontrar o amor da sua vida: não viveres toda a sua vida ao lado dele não desqualifica o seu significado.
Algumas pessoas podem te amar mais em um ano do que outras poderiam te amar em cinquenta anos. Algumas pessoas podem ensinar-lhe mais em um único dia do que outras durante toda a sua vida.
Algumas pessoas entram em nossas vidas apenas por um determinado período de tempo, mas causam um impacto que mais ninguém pode igualar ou substituir.
E quem somos nós para chamar essas pessoas de algo que não seja “amores de nossas vidas”?
Quem somos nós para minimizar a sua importância, para reescrever suas memórias, para alterar as formas em que nos mudaram para melhor, simplesmente porque nossos caminhos divergiram? Quem somos nós para decidir que precisamos desesperadamente substituí-los – encontrar um amor maior, melhor, mais forte, mais apaixonado que pode durar por toda a vida?
Talvez nós apenas deveríamos ser gratos por encontrarmos essas pessoas em tudo.
Por termos chegado a amá-las. Por termos aprendido com elas. Por nossas vidas terem expandido e florescido como resultado de tê-las conhecido.
Encontrar e deixar o amor de sua vida não tem que ser a tragédia de sua vida.
Deixá-lo pode ser a sua maior bênção.
Afinal, algumas pessoas nunca chegam a encontrá-lo.
- Heidi Priebe
sexta-feira, 27 de maio de 2016
Oi, Beatriz!
Oi, Beatriz!
Eu acho que você não me conhece, mas fiquei sabendo bastante sobre a sua vida hoje.
Infelizmente acho que te conheci num dia bem difícil, fiquei sabendo que você tem 16 anos de idade e foi estuprada por 33 homens (que também são filhos, pais, irmãos, namorados, maridos) ao mesmo tempo, foi então que eu chorei.
Chorei porque você tem 16, mas poderia ter 6, 26, 36, 66 e continuaria sendo absurdo, estupro, crime.
Sabe, Beatriz, a partir de hoje você vai ter ainda mais medo de sair na rua à noite, de usar suas roupas mais justinhas, de voltar para casa desacompanhada depois do trabalho ou escola, mais medo, como se nascer mulher já não te trouxesse medo o suficiente.
Tenho muitas leitoras com a sua idade ou próximas dela, e queria que elas entendessem que não foi sua roupa que te fez ser estuprada, não foi a hora que você estava na rua que te fez ser estuprada, não foi a sua idade, não foi o que você bebeu ou deixou de beber, não foi porque você é mãe adolescente, não foi com quem você falou, não foi nada disso, foi falta de amor ao próximo, respeito e humanidade.
Queria que minhas leitoras entendessem que você não foi estuprada "só" por 33 homens e sim por uma sociedade inteira que sempre culpa a vítima, que na maioria devastadora dos casos somos sempre nós, mulheres.
Queria que minhas leitoras entendessem que o nosso pedido por igualdade é por você, por mim, por elas, pelas nossas mães, tias, primas, amigas, vizinhas, filhas que ainda vão nascer e por todas as mulheres que a gente nem conhece.
Bia, eu sei que sua roupa não diz quem você é, que o seu corpo é seu e que só pode encostar nele quem você permitir e quando você permitir, queria que elas também soubessem.
Queria que elas soubessem que a cada 11 minutos uma mulher é estuprada no brasil e que por isso essa luta não é só sua ou minha é de todas nós e não vai acabar até que o medo acabe.
Queria que elas soubessem o tamanho da crueldade que é uma mulher julgando a outra e dizendo que ela "merecia". Queria que elas soubessem que NINGUÉM merece ser estuprada.
- Taciele Alcolea
sábado, 23 de abril de 2016
Vó, ele me traiu
Uma jovem foi conversar com sua avó, e contou sobre o quanto as coisas estavam difíceis na sua vida – o marido a havia traído e ela estava arrasada. Ela não sabia o que ia fazer e queria desistir. Ela estava cansada de lutar e brigar. Parecia que assim que um problema estava resolvido, um outro surgia.
Sua avó a levou para a cozinha. Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas no fogão. Assim que a água começou a ferver, colocou em uma das panelas cenouras, em outra colocou ovos, e na última colocou café, sem dizer uma palavra.
Cerca de vinte minutos depois, ela desligou o fogão, colocou as cenouras em uma tigela e os ovos em outra. Então pegou o café e derramou o líquido em uma terceira tigela.
Virando-se para a neta, ela disse: “Diga-me o que você vê.”
“Cenouras, ovos e café,” ela respondeu.
Sua avó trouxe as tigelas para mais perto e pediu que a neta experimentasse as cenouras. Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias. A avó então pediu que ela pegasse um ovo e o quebrasse. Depois de retirar a casca, ela observou o ovo cozido.
Finalmente, pediu que a neta saboreasse o café. A neta sorriu ao provar seu aroma delicioso, e perguntou: “O que significa isso, vovó?”
Sua avó explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade: água fervente. E cada um reagiu de forma diferente. A cenoura era forte, firme e inflexível. No entanto, após ter sido submetida à água fervente, amoleceu e se tornou frágil. Os ovos eram frágeis – sua casca fina protegia o líquido no interior, mas depois de colocados na água fervendo, seu interior se tornou mais rijo. No entanto, o pó de café foi o único que, depois de colocado na água, mudou a água.
“Qual deles é você?”, perguntou a avó. “Quando a adversidade bate à sua porta, como você responde? Você é uma cenoura, um ovo ou o café?”
Pense nisso: Quem sou eu? Sou como a cenoura que parece forte, mas murcho com a dor e a adversidade? Fico frágil e perco a força?
Será que sou o ovo, que começa com um interior maleável, mas muda com o calor? Será que eu tenho um espírito maleável, mas depois de uma morte, uma separação, uma dificuldade financeira ou algum outro julgamento, eu me torno mais difícil e dura? Será que minha casca parece a mesma por fora, mas no interior estou mais amarga, com o espírito e coração endurecidos?
Ou eu sou como o pó de café, que muda a água quente – a própria circunstância que traz a dor? Quando a água fica quente, ele libera a fragrância e o sabor. Se você é como o café, quando as coisas estão no seu pior, você melhora e muda a situação em torno de você. Quando o momento é de escuridão e os obstáculos são mais difíceis, você se eleva a um outro nível?”
Como você lida com a adversidade? Você é uma cenoura, um ovo ou o café?
Espero que você tenha felicidade suficiente para lhe trazer a doçura, obstáculos o suficiente para lhe trazer a força, tristeza o suficiente para mantê-lo humano, e esperança suficiente para fazer você feliz. As pessoas mais felizes não têm necessariamente o melhor de tudo – elas simplesmente aproveitam ao máximo tudo o que vem em seu caminho. Que todos nós possamos ser como o café!
- Autor desconhecido
terça-feira, 19 de abril de 2016
segunda-feira, 28 de março de 2016
Eu também tive meu coração machucado
"Eu também tive meu coração machucado. Me dei mal, meu bem, ninguém escapa. Mas o bom disso tudo é que agora consigo abrir meu coração sem rodeios. Sim, amei sem limites. Dei meu coração de bandeja. Sonhei com casinhas, jardins e filhos lindos correndo atrás de mim. Mas tudo está bem agora, eu digo: agora. Houve uma mudança de planos e eu me sinto incrivelmente leve e feliz. Descobri tantas coisas. Existe tanta coisa mais importante nessa vida que sofrer por amor. Que viver um amor. Tantos amigos. Tantos lugares. Tantas frases e livros e sentidos. Tantas pessoas novas. Indo. Vindo. Tenho só um mundo pela frente. E olhe pra ele. Olhe o mundo! É tão pequeno diante de tudo o que sinto. Sofrer dói. Dói e não é pouco. Mas faz um bem danado depois que passa. Descobri, ou melhor, aceitei: eu nunca vou esquecer o amor da minha vida. Nunca. Mas agora, com sua licença. Não dá mais para ocupar o mesmo espaço. Meu tempo não se mede em relógios. E a vida lá fora, me chama."
- Caio Fernando de Abreu
quinta-feira, 24 de março de 2016
O tempo não cura nada
"O silêncio faz questão de me lembrar a falta que você faz. Olho o telefone de novo. Nada. Só os minutos correndo descontroladamente e te levando cada vez mais para longe de mim. Não é justo. Sempre li em livros que o tempo curava tudo. Mas ele não cura. Ele afasta. Ele traz novas pessoas. Traz novos sorrisos. Perfumes. E sabe o que é o pior? Todos eles me lembram que não pertencem a você. Mais bonitos, mais inteligentes, mais carinhosos. Mas não são iguais. Nunca serão iguais. Por que temos a idiota mania de lembrar do passado melhor do que ele realmente foi? Você não era o melhor. Nem o mais forte. Tampouco o mais bonito. Mas marcou, ficou. Me fez passar noites em claro esperando uma ligação. Me fez desejar não ser tão orgulhosa. Derreteu o coração de gelo e eu estou até agora tentando juntar o que restou.
Reviver os momentos na minha cabeça não faz com que eles voltem a acontecer, mas faz com que eu me sinta um pouco mais perto de você. Mais perto do que vivemos. Ainda me lembro do dia em que te disse que não acreditava em amor e você disse que ia me provar que eu estava errada. Por que você teve que fazer isso? O amor não é bonito, não é legal e não dura pra sempre como nos filmes. O amor dá náuseas, borboletas no estômago e um vazio enorme quando alguém se vai.
Mas sabe como é que dizem, eu mereço algo melhor. Igual a você? Nunca. Apenas melhor."
- Isabela Freitas
Mãe, eu tenho que ir
"Talvez você demore a compreender, talvez você chore incontáveis noites por ver o ninho vazio, talvez você me ligue com aquela voz embargada, sofrida, de quem está guardando um mundo de saudade em um nó na garganta, mas mãe, eu tenho que ir.
Tenho que aprender a separar a roupa por cores na hora de lavar, tenho que descobrir que a louça continua na pia no dia seguinte, que cheiro de banheiro limpo é bom, principalmente quando fui eu que limpei.
Tenho que aprender a cozinhar mais coisas além de macarrão com salsicha, conto com a internet para me ajudar com isso. Tenho que aprender que o meu salário precisa durar 30 dias e que balada e cerveja não são lá as necessidades mais básicas.
Tenho que me sentir só, tenho que falar para as outras pessoas "minha mãe sempre diz que.." e sentir orgulho dos inúmeros conselhos que você me deu na vida e nem sempre eu dei muito valor. Tenho que identificar as amizades ruins, coisa que você fazia por mim antes, tenho que ser forte e segurar aquele palavrão que o meu chefe merecia, mas você me ensinou que um profissional sério não sai de si tão facilmente.
Tenho que criar meus próprios ritos de sábado à tarde, que antes eram fazer bolo e dançar loucamente na cozinha com você. Tenho que tirar o pijama aos domingos, fazer almoço, fazer o jantar e não simplesmente ler um livro enquanto espero que você faça tudo por mim.
Tenho que assistir aquele filme incrível sem companhia e não ter ninguém pra chorar timidamente comigo, tenho que sentir falta do abraço que era a fortaleza que eu precisava em um dia ruim e da sinceridade que me ensinava a ser um ser humano melhor todos os dias.
Mas não pense que é fácil para mim, vai doer todos os dias da minha vida, não voltar para casa e ver seu sorriso tranquilo, poder contar cada detalhe do dia e não sentir um mínimo sinal de tédio no seu rosto.
Vou sentir saudade mesmo quando eu tiver dois filhos, mesmo quando eu tiver oitenta anos, mesmo quando eu tiver escrito o melhor livro da história.
Preciso ir mãe, mas te levo sempre comigo."
- Samanta Selzler
terça-feira, 22 de março de 2016
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