Abaixo o orgulho hétero, Kassab!
domingo, 7 de agosto de 2011
Abaixo o orgulho hétero!
Pense nos privilégios que um hétero tem. Quando você sentiu vergonha de ser hétero? […] Quando você foi discriminado por ser hétero? […] Ter orgulho de ser hétero é querer celebrar a sorte que você tem simplesmente por ter nascido hétero. […] Ninguém vai te expulsar do recinto, ninguém vai te bater ou matar, ninguém vai querer te transformar, ninguém vai dizer que se envergonha de ser seu pai/mãe, ninguém vai pensar que sua orientação sexual é depravada ou relacioná-la à pedofilia, ninguém vai te despedir do emprego por causa da sua heterossexualidade, ninguém vai dizer que o que você faz é pecado e que você vai arder no inferno por conta disso.
domingo, 10 de julho de 2011
Hoje eu só quero que meu dia termine bem
Queria escrever algo aqui que traduzisse o que eu quero dizer. Sempre fui bom nisso, naqueles momentos que eu mais queria desafar. Mas as palavras não estão vindo mais à mão, ou aos meus pensamentos, para que eu consiga transcrevê-las, passá-las para frente. Estão ficando pelo meio do caminho, e nas poucas vezes que chegam não chegam por completo. São metades; e elas acabam me sufocando.
As pessoas que ontem eram minhas inspirações, hoje não são mais. Infelizmente, eu diria. Elas têm errado comigo, de forma bruta, e eu não tenho mais enxergado verdade, justiça. Sinto que está ficando na palavra, e não na atitude. E, como para qualquer um, as atitudes importam mais. Muito mais.
Em compensação, estou me apaixonando por outras. Estou, graças a Deus, encontrando novas pessoas para eu admirar, para eu querer ser, um dia, parecido. Me orgulhar das coisas que eu fiz, das coisas que eu passei para chegar aonde eu cheguei. Para poder contar para os outros com brilho nos olhos, com a boca cheia.
É isso. Estou ansioso para viver meu futuro. Bem... pelo menos o futuro que eu imaginei para mim. Antes, eu poderia até dizer que eu voltaria para a casa dos meus pais, mas hoje eu não consigo mais pensar nisso. Meu futuro é longe da casa dos meus pais. Penso que estaria ocultando, ao lado deles, uma pessoa dentro de mim, para satisfazê-los. E essa pessoa, aqui dentro, é a que eu mais admiro, diga-se de passagem.
Estou agradecendo àquele Homem lá de cima todos os dias por tudo que eu tenho; não tenho tudo que amo, mas amo tudo que tenho. De verdade. Estou buscando motivos para ser Luan. Para que todos os dias terminem bem.
As pessoas que ontem eram minhas inspirações, hoje não são mais. Infelizmente, eu diria. Elas têm errado comigo, de forma bruta, e eu não tenho mais enxergado verdade, justiça. Sinto que está ficando na palavra, e não na atitude. E, como para qualquer um, as atitudes importam mais. Muito mais.
Em compensação, estou me apaixonando por outras. Estou, graças a Deus, encontrando novas pessoas para eu admirar, para eu querer ser, um dia, parecido. Me orgulhar das coisas que eu fiz, das coisas que eu passei para chegar aonde eu cheguei. Para poder contar para os outros com brilho nos olhos, com a boca cheia.
É isso. Estou ansioso para viver meu futuro. Bem... pelo menos o futuro que eu imaginei para mim. Antes, eu poderia até dizer que eu voltaria para a casa dos meus pais, mas hoje eu não consigo mais pensar nisso. Meu futuro é longe da casa dos meus pais. Penso que estaria ocultando, ao lado deles, uma pessoa dentro de mim, para satisfazê-los. E essa pessoa, aqui dentro, é a que eu mais admiro, diga-se de passagem.
Estou agradecendo àquele Homem lá de cima todos os dias por tudo que eu tenho; não tenho tudo que amo, mas amo tudo que tenho. De verdade. Estou buscando motivos para ser Luan. Para que todos os dias terminem bem.
quarta-feira, 29 de junho de 2011
Sejamos gays. Juntos.
Adriele Camacho de Almeida, 16 anos, foi encontrada morta na pequena cidade de Tarumã, Goiás. O fazendeiro Cláudio Roberto de Assis, 36 anos, e seus dois filhos, um de 17 e outro de 13 anos, estão detidos e são acusados do assassinato. Segundo o delegado, o crime é de homofobia. Adriele era namorada da filha do fazendeiro que nunca admitiu o relacionamento das duas. E ainda que essa suspeita não se prove verdade, é preciso dizer algo.
Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando.
Sem conseguir entender mais nada depois de uma semana de “Bolsonaros”, me perguntei o que era possível ser feito. O que, se Adriele e tantos outros já morreram? Sim, porque estamos falando de um país que acaba de registrar um aumento de mais de 30% em assassinatos de homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis.
E me ocorreu que, nessa ideia de que também morremos um pouco quando os nossos se vão, todos, eu, você, pais, filhos e amigos podemos e devemos ser gays. Porque a afirmação de ser gay já deixou de ser uma questão de orientação sexual.
Ser gay é uma questão de posicionamento e atitude diante desse mundo tão miseravelmente cheio de raiva. Ser gay é ter o seu direito negado. É ser interrompido. Quantos de nós não nos reconhecemos assim? Quero então compartilhar essa ideia com todos. Sejamos gays! Independente de idade, sexo, cor, religião e, sobretudo, independente de orientação sexual, é hora de passar a seguinte mensagem pra fora da janela: eu sou gay!
Como diria uma canção de ninar da banda Belle & Sebastian: ”Faça algo bonito enquanto você pode. Não adormeça.” Não vamos adormecer. Vamos acordar. Acordar Adriele.
Eu conhecia Adriele Camacho de Almeida. E você conhecia também. Porque Adriele somos nós. Assim, com sua morte, morremos um pouco. A menina que aos 16 anos foi, segundo testemunhas, ameaçada de morte e assassinada por namorar uma outra menina, é aquela carta de amor que você teve vergonha de entregar, é o sorriso discreto que veio depois daquele olhar cruzado, é o telefonema que não queríamos desligar. É cada vez mais difícil acreditar, mas tudo indica que Adriele foi vítima de um crime de ódio porque, vulnerável como todos nós, estava amando.
Sem conseguir entender mais nada depois de uma semana de “Bolsonaros”, me perguntei o que era possível ser feito. O que, se Adriele e tantos outros já morreram? Sim, porque estamos falando de um país que acaba de registrar um aumento de mais de 30% em assassinatos de homossexuais, entre gays, lésbicas e travestis.
E me ocorreu que, nessa ideia de que também morremos um pouco quando os nossos se vão, todos, eu, você, pais, filhos e amigos podemos e devemos ser gays. Porque a afirmação de ser gay já deixou de ser uma questão de orientação sexual.
Ser gay é uma questão de posicionamento e atitude diante desse mundo tão miseravelmente cheio de raiva. Ser gay é ter o seu direito negado. É ser interrompido. Quantos de nós não nos reconhecemos assim? Quero então compartilhar essa ideia com todos. Sejamos gays! Independente de idade, sexo, cor, religião e, sobretudo, independente de orientação sexual, é hora de passar a seguinte mensagem pra fora da janela: eu sou gay!
Como diria uma canção de ninar da banda Belle & Sebastian: ”Faça algo bonito enquanto você pode. Não adormeça.” Não vamos adormecer. Vamos acordar. Acordar Adriele.
Me chamo Carol Almeida, sou jornalista e espero por um mundo melhor, sempre.
Eu também, Carol.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Eu preciso exercer minha indignação
Sinceramente. Eu preciso exercer minha indignação. Não faz mal não, viu? Muito pelo contrário! Enriquece quando falamos o que pensamos e tem alguém que dá ouvidos para isso. Só que o que me deixa indignado, que me tira do sério, é a falta de confiança no que se diz, no que se faz. São pessoas que estão, o tempo inteiro, contra você. Chega uma hora que isso irrita, que você estoura.
Mas, olha só... São essas mesmas pessoas que não estão nem aí para isso. Quando você vê, ela está colocando palavras na sua boca. Chega! Não sou mais nenhuma criancinha, que é dependente o tempo todo. Sei bem o que faço, e tenho minhas opiniões próprias. Pode não ser a mesma que a sua, mas aprenda a respeitá-la.
Adquirimos o respeito dos outros, quando respeitamos-os também. A mudança que queremos ver no mundo tem que vir de dentro para fora, e não o contrário. Pelo amor de Deus! Não dá para ficar dizendo "amém" para tudo sempre. Foda-se se ele é um gestor, um coordenador ou o caralho a quatro. Ele, antes de ser isso, é uma pessoa. E, por ser isso, merece tratamento igual a qualquer outra.
Me sobe o sangue pensar em pessoas que só trabalham para as outras por "status". É lindo dizer, em todas as Integrações, que "as pessoas são a nossa razão de existir". Mentira! Só dizem. Teoria. Blá, blá, blá. Porra... se ninguém vai mudar nada, por que fazemos parte da gestão estratégica? Só se for de jogo de xadrez, né?
Vou viver um dia de cada vez. Uma hora. Dez minutos. Um segundo. Até o dia que eu não aguentar mais, e deixar todo mundo na mão. É. Isso mesmo. É assim que merecem ficar. Só a grama dos outros que é mais verde. Você nunca tem mérito em nada.
Mas, olha só... São essas mesmas pessoas que não estão nem aí para isso. Quando você vê, ela está colocando palavras na sua boca. Chega! Não sou mais nenhuma criancinha, que é dependente o tempo todo. Sei bem o que faço, e tenho minhas opiniões próprias. Pode não ser a mesma que a sua, mas aprenda a respeitá-la.
Adquirimos o respeito dos outros, quando respeitamos-os também. A mudança que queremos ver no mundo tem que vir de dentro para fora, e não o contrário. Pelo amor de Deus! Não dá para ficar dizendo "amém" para tudo sempre. Foda-se se ele é um gestor, um coordenador ou o caralho a quatro. Ele, antes de ser isso, é uma pessoa. E, por ser isso, merece tratamento igual a qualquer outra.
Me sobe o sangue pensar em pessoas que só trabalham para as outras por "status". É lindo dizer, em todas as Integrações, que "as pessoas são a nossa razão de existir". Mentira! Só dizem. Teoria. Blá, blá, blá. Porra... se ninguém vai mudar nada, por que fazemos parte da gestão estratégica? Só se for de jogo de xadrez, né?
Vou viver um dia de cada vez. Uma hora. Dez minutos. Um segundo. Até o dia que eu não aguentar mais, e deixar todo mundo na mão. É. Isso mesmo. É assim que merecem ficar. Só a grama dos outros que é mais verde. Você nunca tem mérito em nada.
domingo, 12 de junho de 2011
"Espero que não durmam, e sofram como eu vou sofrer."
"Sinceramente, quero que eles fiquem arrasados em todas as derrotas. Espero que eles não durmam neste domingo, que sofram como eu vou sofrer. Só dessa forma vão encontrar o caminho para ter sucesso no trabalho. Quando você põe todo o sentimento e não consegue, isso gera uma frustração muito grande. É isso que gera consciência e a mobilização necessária para que tenhamos atitudes corretas. Não vejo nada de negativo nisso. Espero que eles se preocupem e tenham plena consciência para voltarem totalmente focados nos próximos jogos. É o lado bom junto com um sentimento ruim, de tristeza. Mas que sirva de alguma forma na nossa preparação."
Bernardinho,
técnico da seleção brasileira masculina de vôlei, após a derrota para os Estados Unidos.
terça-feira, 31 de maio de 2011
Moço! Quanto custa uma cartela de paciência?
Ah! Se vendessem paciência nas farmácias e supermercados! Muita gente iria gastar boa parte do salário nessa mercadoria tão rara hoje em dia. (Ou não) Por muito pouco a madame que parece uma "lady" solta palavrões e berros que lembram as antigas "trabalhadoras do cais". E o bem comportado executivo? O "cavalheiro" se transforma numa "besta selvagem" no trânsito que ele mesmo ajuda a tumultuar.
Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça". Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice. O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, e até o passeio virou novela.
Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo. Eu, inconformado, me lembrei da fila dos bancos. Ainda, vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso, e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que "era longo demais".
Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus. A paciência está em falta no mercado, e, pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta. Pergunte para alguém, que você saiba que é "ansioso demais" onde ele quer chegar.
Qual é a finalidade de sua vida? Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.
E você? Onde você quer chegar? Está correndo tanto para quê? Por quem? Seu coração vai agüentar? Se você morrer hoje, de infarto agudo do miocárdio, o mundo vai parar? A empresa que você trabalha vai acabar? As pessoas que você ama vão parar?
Será que você conseguiu ler até aqui? Respire. Acalme-se, por favor. O mundo está, certamente, apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência.
Os filhos atrapalham, os idosos incomodam, a voz da vizinha é um tormento, o jeito do chefe é demais para sua cabeça, a esposa virou uma chata, o marido uma "mala sem alça". Aquela velha amiga uma "alça sem mala", o emprego uma tortura, a escola uma chatice. O cinema se arrasta, o teatro nem pensar, e até o passeio virou novela.
Outro dia, vi um jovem reclamando que o banco dele pela internet estava demorando a dar o saldo. Eu, inconformado, me lembrei da fila dos bancos. Ainda, vi uma moça abrindo um e-mail com um texto maravilhoso, e ela deletou sem sequer ler o título, dizendo que "era longo demais".
Pobres de nós, meninos e meninas sem paciência, sem tempo para a vida, sem tempo para Deus. A paciência está em falta no mercado, e, pelo jeito, a paciência sintética dos calmantes está cada vez mais em alta. Pergunte para alguém, que você saiba que é "ansioso demais" onde ele quer chegar.
Qual é a finalidade de sua vida? Surpreenda-se com a falta de metas, com o vago de sua resposta.
E você? Onde você quer chegar? Está correndo tanto para quê? Por quem? Seu coração vai agüentar? Se você morrer hoje, de infarto agudo do miocárdio, o mundo vai parar? A empresa que você trabalha vai acabar? As pessoas que você ama vão parar?
Será que você conseguiu ler até aqui? Respire. Acalme-se, por favor. O mundo está, certamente, apenas na sua primeira volta e, com certeza, no final do dia vai completar o seu giro ao redor do sol, com ou sem a sua paciência.
(Arnaldo Jabor)
segunda-feira, 30 de maio de 2011
Faz tempo
Ufa! Quase que se passa um mês inteiro sem eu escrever qualquer bobagem por aqui. Faz tempo que eu não escrevo nada, é verdade. Mas não é por falta de vontade não, é por falta de inspiração. Às vezes, começo muito bem, obrigado, mas não sei desenvolvê-lo. Fico frustrado e saio. Correndo, na maioria das vezes.
De uns tempos para cá, descobri o prazer da leitura. Redescobri, pra ser sincero. Sou muito crítico para livros. Seletivo, eu diria. É que não gosto de estórias contadas com palavras difíceis, ou de muito antigas. Me cansam. Só que, nesses últimos tempos, li dois livros espíritas consecutivos. Cheguei até a confundir as histórias (só eu mesmo, rs). Não acredito em espiritismo (não ainda), mas as histórias contadas por eles são fantásticas. São mais do que histórias bem contadas, são lições de vida. Lições para a vida inteira. Tenho minhas críticas sobre, mas nada que seja tão importante quanto às mensagens ditas neles.
No meio de uma leitura e outra, li o livro da Bruna Surfistinha. Sempre tive curiosidade, confesso. Acredita que eu me emocionei na parte em que ela relata que sai de casa para conhecer a sua liberdade (por se aproximar um pouco da minha)? Pois é, eu chorei com a história de uma garota de programa. Não, eu não acreditava que eu fosse capaz disso. Mérito seu, Raquel.
Voltei a jogar vôlei, cara! Aos finais de semana, um bate bola, com o pessoal. Mesmo sendo “só” um bate bola, eu não entro para perder. Não faz parte da minha rotina. Não faz parte de mim jogar “só por lazer”. Imagina que eu vou entrar em “quadra”, jogar, dar o meu melhor, e aceitar perder com a mesma naturalidade que outros fazem? Eu não consigo! Se é para ser, que seja por inteiro, cem por cento. Eu gosto de vencer, eu nasci para isso (modéstia a parte). Até no par ou ímpar. Isso é meu, é de dentro para fora. Quem joga (ou jogou) comigo sabe bem como é isso. Eu falo o tempo todo, trago a responsabilidade para mim. Se bem que 1,93 de altura ajuda bastante nesse quesito...
Meu relacionamento vai de vento em poupa. Não está no seu melhor momento, e nem muito menos no momento que eu desejei estar algum dia de minha vida. Só que não desistir também faz parte de mim e é um dos meus lemas. Eu não desisto assim tão fácil das coisas que eu quero fazer e ainda não fiz. E eu não quero perdê-lo. Não por tão pouco. Sei que estamos em um momento propício à traição. Mas depende de cada um: quando um não quer, dois não brigam. Briga é inevitável, ainda mais quando você mora com a outra pessoa, mas ela não pode se tornar uma constante. Temos que mudar de atitude, de ideia, de postura. Ceder um pouco, quem sabe. Ser feliz não é sinônimo de ter razão sempre. Ser feliz é muito mais do que isso.
De uns tempos para cá, descobri o prazer da leitura. Redescobri, pra ser sincero. Sou muito crítico para livros. Seletivo, eu diria. É que não gosto de estórias contadas com palavras difíceis, ou de muito antigas. Me cansam. Só que, nesses últimos tempos, li dois livros espíritas consecutivos. Cheguei até a confundir as histórias (só eu mesmo, rs). Não acredito em espiritismo (não ainda), mas as histórias contadas por eles são fantásticas. São mais do que histórias bem contadas, são lições de vida. Lições para a vida inteira. Tenho minhas críticas sobre, mas nada que seja tão importante quanto às mensagens ditas neles.
No meio de uma leitura e outra, li o livro da Bruna Surfistinha. Sempre tive curiosidade, confesso. Acredita que eu me emocionei na parte em que ela relata que sai de casa para conhecer a sua liberdade (por se aproximar um pouco da minha)? Pois é, eu chorei com a história de uma garota de programa. Não, eu não acreditava que eu fosse capaz disso. Mérito seu, Raquel.
Voltei a jogar vôlei, cara! Aos finais de semana, um bate bola, com o pessoal. Mesmo sendo “só” um bate bola, eu não entro para perder. Não faz parte da minha rotina. Não faz parte de mim jogar “só por lazer”. Imagina que eu vou entrar em “quadra”, jogar, dar o meu melhor, e aceitar perder com a mesma naturalidade que outros fazem? Eu não consigo! Se é para ser, que seja por inteiro, cem por cento. Eu gosto de vencer, eu nasci para isso (modéstia a parte). Até no par ou ímpar. Isso é meu, é de dentro para fora. Quem joga (ou jogou) comigo sabe bem como é isso. Eu falo o tempo todo, trago a responsabilidade para mim. Se bem que 1,93 de altura ajuda bastante nesse quesito...
Meu relacionamento vai de vento em poupa. Não está no seu melhor momento, e nem muito menos no momento que eu desejei estar algum dia de minha vida. Só que não desistir também faz parte de mim e é um dos meus lemas. Eu não desisto assim tão fácil das coisas que eu quero fazer e ainda não fiz. E eu não quero perdê-lo. Não por tão pouco. Sei que estamos em um momento propício à traição. Mas depende de cada um: quando um não quer, dois não brigam. Briga é inevitável, ainda mais quando você mora com a outra pessoa, mas ela não pode se tornar uma constante. Temos que mudar de atitude, de ideia, de postura. Ceder um pouco, quem sabe. Ser feliz não é sinônimo de ter razão sempre. Ser feliz é muito mais do que isso.
Mas eu isso é assunto para outro dia. Beijo, queijo.
sexta-feira, 29 de abril de 2011
Cachorrinhos a venda
O dono de uma loja estava colocando um anúncio na porta: “Cachorrinhos a venda”. E esse tipo de anúncio sempre atrai às crianças e logo um menininho apareceu na loja perguntando:
-“Qual é o preço dos cachorrinhos?”
O dono respondeu:
- “Entre R$ 30,00 e R$ 50,00”.
O menininho colocou a mão em seu bolso e tirou umas moedas:
- “Só tenho R$ 2,37… posso vê-los?”.
O homem sorriu e assobiou. De trás da loja saiu sua cadela correndo seguida por cinco cachorrinhos. Um dos cachorrinhos estava ficando consideravelmente para trás. O menininho imediatamente apontou o cachorrinho que estava mancando.
- “O que aconteceu com esse cachorrinho?”, perguntou.
O homem lhe explicou que quando o cachorrinho nasceu o veterinário lhe disse que tinha uma perna defeituosa e que andaria mancando pelo resto de sua vida. O menininho se emocionou muito e exclamou:
- “Esse é o cachorrinho que eu quero comprar!”.
E o homem respondeu:
- “Não, você não vai comprar esse cachorro, se você realmente o quer, eu te dou de presente”.
O menininho não gostou, e olhando direto nos olhos do homem lhe disse:
- “Eu não quero que você me dê de presente. Ele vale tanto quanto os outros cachorrinhos e eu pagarei o preço completo. Agora vou lhe dar meus R$ 2,37 e a cada mês darei R$ 0,50 até que o tenha pago por completo”.
O homem respondeu:
- “Você não quer de verdade comprar esse cachorrinho, filho. Ele nunca será capaz de correr, saltar e brincar como os outros cachorrinhos”.
O menininho se agachou e levantou a perna de sua calça para mostrar sua perna esquerda, cruelmente retorcida e inutilizada, suportada por um grande aparato de metal. Olhou de novo ao homem e lhe disse:
- “Bom, eu também não posso correr muito bem, e o cachorrinho vai precisar de alguém que o entenda”.
O homem estava agora envergonhado e seus olhos se encheram de lágrimas… sorriu e disse:
- “Filho, só espero e oro para que cada um destes cachorrinhos tenham um dono como você”.
-“Qual é o preço dos cachorrinhos?”
O dono respondeu:
- “Entre R$ 30,00 e R$ 50,00”.
O menininho colocou a mão em seu bolso e tirou umas moedas:
- “Só tenho R$ 2,37… posso vê-los?”.
O homem sorriu e assobiou. De trás da loja saiu sua cadela correndo seguida por cinco cachorrinhos. Um dos cachorrinhos estava ficando consideravelmente para trás. O menininho imediatamente apontou o cachorrinho que estava mancando.
- “O que aconteceu com esse cachorrinho?”, perguntou.
O homem lhe explicou que quando o cachorrinho nasceu o veterinário lhe disse que tinha uma perna defeituosa e que andaria mancando pelo resto de sua vida. O menininho se emocionou muito e exclamou:
- “Esse é o cachorrinho que eu quero comprar!”.
E o homem respondeu:
- “Não, você não vai comprar esse cachorro, se você realmente o quer, eu te dou de presente”.
O menininho não gostou, e olhando direto nos olhos do homem lhe disse:
- “Eu não quero que você me dê de presente. Ele vale tanto quanto os outros cachorrinhos e eu pagarei o preço completo. Agora vou lhe dar meus R$ 2,37 e a cada mês darei R$ 0,50 até que o tenha pago por completo”.
O homem respondeu:
- “Você não quer de verdade comprar esse cachorrinho, filho. Ele nunca será capaz de correr, saltar e brincar como os outros cachorrinhos”.
O menininho se agachou e levantou a perna de sua calça para mostrar sua perna esquerda, cruelmente retorcida e inutilizada, suportada por um grande aparato de metal. Olhou de novo ao homem e lhe disse:
- “Bom, eu também não posso correr muito bem, e o cachorrinho vai precisar de alguém que o entenda”.
O homem estava agora envergonhado e seus olhos se encheram de lágrimas… sorriu e disse:
- “Filho, só espero e oro para que cada um destes cachorrinhos tenham um dono como você”.
Na vida não importa como és, mas importa que alguém te aprecie pelo que és, te aceite e te ame incondicionalmente.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Ensaiem seus gritos de “macaco”, “preto”, “manco”, “bicha” e tantos outros
Da multa variável de R$ 100,00 a R$ 1000.000,00 o STJD decide pela aplicação de R$ 50.000,00 ao clube Sada Cruzeiro cabendo recurso para redução ou até mesmo absolvição.
Quem foi punido? Os ofensores? Os torcedores? Os que praticaram os atos discriminatórios? A equipe que se beneficiou da desestabilização do jogador do Vôlei Futuro? Enfim, alguém que fosse sofrer em função do envolvimento do mesmo com aquela equipe?
Não.
O único sofrimento e punição proporcionada por essa decisão é no setor financeiro, na frieza dos números de um caixa. Com essa decisão quem sofre mesmo é o Vôlei Futuro e seus atletas que terão que voltar naquele mesmo lugar, com aquelas mesmas pessoas, com a organização exercida pelo mesmo clube, tudo dentro do mesmo quadro de constrangimento e pressão com uma única diferença agora: a legitimidade de todo esse cenário.
Agora senhores preparem suas pencas de banana, ensaiem seus gritos de “macaco”, “preto”, “manco” e “bicha” e tantos outros, afinal agora é uma questão de custo x benefício, se isso serve para desestabilizar o outro time e ganhar o jogo através dessas estratégias, R$ 50.000,00 é uma pechincha para chegar a uma final. É isso mesmo, agora tem preço, paguem e discriminem, paguem e atinjam os seus objetivos, é apenas uma questão de dinheiro.
O STJD teve a oportunidade de impedir a realização da partida do dia 15 de abril em Contagem (MG) e não o fez. A responsabilidade de tudo que acontecer, antes, durante e depois da partida será de responsabilidade deles, já que foram eles que legitimaram a partida neste local.
Quem foi punido? Os ofensores? Os torcedores? Os que praticaram os atos discriminatórios? A equipe que se beneficiou da desestabilização do jogador do Vôlei Futuro? Enfim, alguém que fosse sofrer em função do envolvimento do mesmo com aquela equipe?
Não.
O único sofrimento e punição proporcionada por essa decisão é no setor financeiro, na frieza dos números de um caixa. Com essa decisão quem sofre mesmo é o Vôlei Futuro e seus atletas que terão que voltar naquele mesmo lugar, com aquelas mesmas pessoas, com a organização exercida pelo mesmo clube, tudo dentro do mesmo quadro de constrangimento e pressão com uma única diferença agora: a legitimidade de todo esse cenário.
Agora senhores preparem suas pencas de banana, ensaiem seus gritos de “macaco”, “preto”, “manco” e “bicha” e tantos outros, afinal agora é uma questão de custo x benefício, se isso serve para desestabilizar o outro time e ganhar o jogo através dessas estratégias, R$ 50.000,00 é uma pechincha para chegar a uma final. É isso mesmo, agora tem preço, paguem e discriminem, paguem e atinjam os seus objetivos, é apenas uma questão de dinheiro.
O STJD teve a oportunidade de impedir a realização da partida do dia 15 de abril em Contagem (MG) e não o fez. A responsabilidade de tudo que acontecer, antes, durante e depois da partida será de responsabilidade deles, já que foram eles que legitimaram a partida neste local.
Ele simplesmente prometeu que valeria a pena
A vida é muito curta para acordar com arrependimentos, não há tempo suficiente.
Ame as pessoas que te tratam bem.
Ame, também, àqueles que não, só porque você pode.
Acredite que tudo acontece por uma razão. Mesmo que dela só Deus saiba.
Se tiver uma segunda chance, agarre com as duas mãos.
Se isso mudar sua vida, deixe acontecer.
Beije devagar.
Perdoe rápido.
Deus nunca disse que a vida seria fácil.
Ele simplesmente prometeu que valeria a pena.
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